domingo, 13 de janeiro de 2013

É UMA PEDRA, MAS QUE ROLA DE MODO DIFERENTE!


Psicologia é diferente (em termos) de Psicanálise. Em termos porque elas no final do dia se encontram no mesmo silogismo que é enquadrar seu paciente na sua visão de homem. Por mais estudiosos que sejam e tornem-se competentes (não entra aqui o laureado, claro) dificilmente são livres para pensarem por si só – efeito acadêmico de formatação. Sem querer generalizar, generalizando...

Concordo que a psicologia nunca será reparatória como outras profissões simplesmente porque trabalha em cima de um “falso problema” chamado platonismo – tem sempre um “objeto completo” representando esse homem. Por isso que não existe “cura” na psicoterapia uma vez que não somos completos. Mas, e a falta? Bom, esse é um conceito criado para termos a ilusão de que somos completos pelo menos na ideia. Tá aí a metafísica, essa danada que todos os acadêmicos não sabem nos dizer o que de fato é, mas como bons estudantes acabamos encontrando sozinhos depois de anos de pesquisa.

Quem é reparatória e tem a “cura” como objetivo é a FILOSOFIA. Por uma filosofia clínica das reparações possíveis, agora que estamos preparados para ela, a “cura”. Nada mais justo que a mãe das ciências para nos ensinar a grande arte que é viver. É preciso entender a desconstrução da filosofia clássica platônica em novas filosofias disfarçadas de “ciência positivista”, como “pista falsa” para que nunca mais achássemos as saídas dos nossos problemas.

Psicanálise e Psicologia são filosofias que para tornárem-se “ciência positivista” necessitam construir um “objeto completo” como controle da variável chamada homem. Os melhores psicanalistas e psicólogos são filósofos... Platônicos – que pena!

Conhecemos psicólogos de verdade que foram e são banidos até hoje pela força das suas filosofias e que são raros os profissionais que as dominam na prática: Jung e Reich. Já dominar a psicanálise e a psicologia é academicamente fácil, basta não criar vizinhanças com outras abordagens. E se quiser platonizá-las, pode!

Não existem “objetos completos” que nos signifiquem, só existem “objetos parciais” que construímos “todos” que nos representam na sua relatividade. As “partes” são absolutas em relação ao “todo” relativo. Somos “quimeras”, constructo de partes recortadas e coladas durante anos de vida que seguem tal qual a ideia num curso infinito de possibilidades de si mesmo – a realidade é um jogo de espelhos!

Mas não se enganem: a vida não é feita pra todo mundo! A “cura” está na observação exata da constituição da realidade, por isso só usamos 10% da nossa capacidade mental. Assim a psicanálise e a psicologia podem nos chamar de doentes e que a “cura” é impossível.

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