terça-feira, 18 de junho de 2013

FREUD E O JUDAÍSMO (Nota 1ª / pág. 38)

Freud cria uma religião científica cujo mote se estabelece no conflito entre pai e filho. Ele funda uma nova cultura a partir do mito “Totem e Tabu”, trazendo a luz uma ciência baseada no poder do filho que destrona o pai e conquista o espaço social psíquico dos irmãos, numa espécie de psicologia de massa onde um déspota se faz necessário.

Tal feito se dá com a morte do judaísmo religioso na psicanálise, representando a morte do pai do mito “Totem e Tabu”, possibilitando-o fundar uma nova ordem cultural, subvertendo completamente o judaísmo e seus fundamentos psicológicos, tais como: alegria de viver, calor humano, capacidade de fruir os pequenos prazeres da existência, nomadismo, percepção e elaboração de pensamentos simbólicos, uma religião sem ídolos (abstrata) e um inconsciente impalpável.

Freud então impõe, como novo pai da cultura, os fundamentos psicológicos da psicanálise através da castração: tristeza de viver, frieza humana, incapacidade de fruir os pequenos prazeres da vida, falta de elaboração e percepção de pensamentos simbólicos, uma religião com ídolo na construção de um inconsciente edipiano.

Eis a subversão do judaísmo elaborada em nome de uma nova ordem mundial cujo inconsciente privatizado pelo mito grego Édipo tornar-se a base do capitalismo moderno do século XX.

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