sábado, 19 de outubro de 2013

INTELIGÊNCIA

A inteligência vem da capacidade de observar os detalhes do mundo real numa troca de informação com o mundo imaginário da psique através dos símbolos, no qual irá constituir uma percepção cada vez mais detalhada do eu e consequentemente do mundo ao redor. Essa capacidade de troca, entre esses dois mundos paralelos, forma um mundo simbólico cheio de criações numa linguagem unificadora.

A criação é um processo espontâneo na criança, que é uma característica da inteligência, no entanto o ambiente familiar em que ela se encontra irá estimular ou diminuir a capacidade de simbolizar o seu mundo perceptual numa integridade mais compreensiva do seu ser-no-mundo, sendo a leitura ou estorinhas contadas pelos pais um grande estimulo simbólico desenvolvedor da criação.

Porém, na medida em que as crianças vão crescendo se deparam com um mundo adulto já criado onde sua capacidade de simbolizar vai diminuindo espontaneamente visto que tudo já está pronto e é só desfrutar, tomando o pensar, criar e simbolizar cada vez menos importante em nome do imediato mecânico dos produtos tecnológicos num aprisionamento intelectual.

Já estando tudo criado só resta ao jovem colecionar o maior número de "ícones" possíveis, ou seja, absorver teorias cientificas ou objetos personalizados visto que: quem absorve a ambos é inteligente, quem absorve só os objetos é apenas normal e quem absorve as teorias sem abrir mão das simplicidades da vida é um louco.

Ser só inteligente não da direção à vida, torna-a rasa desprovida de significados onde as coisas simples da vida são descartadas em nome de uma postura adulta padrão sem um sorriso na mão, cheias de defesas onde a sabedoria é algo de intuição que a infância possuía. Sábio é saber para onde a vida caminha com a humildade de perceber que cada dia é diferente do outro numa consequente inteligência de ser o que é e não o que querem que você seja.

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