sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SUN MEDALLION

É como se não tivéssemos aprendido nada com os contos infantis. O quê quer nos dizer os grãos deixados por João e Maria durante o caminho natureza a fora? Muita coisa é claro, mas quero atinar para o fato das pistas. 

Os grãos como pistas, peças separadas que juntas indicarão o caminho para casa, para a identidade social. Também com uma educação ortopédica a que fomos submetidos todas às fabulas tornam-se meros artefatos infantis e os mais espertos sabem que não e levam algumas dessas potencias para fase adulta.

Assim como os doces da casa da “bruxa” as drogas nos conectam com a percepção das metades que compõem um todo. Tudo são pistas, pedaços de espelhos que simulam uma realidade límpida... Nem tanto por causa da sua forma assimétrica. Um truque do espelho para que não vejamos as partes, uma forma de fazer-nos enxergar no escuro, de fazer-nos enxergar apenas quando fechamos os olhos, tipo fazer um cego enxergar, essas coisas da Religião.

É incontestável que a abertura dessa percepção para a sociedade moderna surgiu com o advento do LSD na metade do século XX. Depois de 50 anos de Psicanálise e sua potencia bélica é chegado à hora da sociedade mexer o corpo e deixar os demônios saírem, liberando os sentimentos aprisionados. A clínica ganhava as ruas na experimentação do Deus que dança e libera todas as potencias do corpo atingindo a cura mental na liberação das amarras maquínicas da academia ortopédica do pedagogo Daniel Gottlieb Moritz Schreber. Psicanálise ortopédica a aplicar uma correção mental no corpo – análise psicopédica das duas grandes guerras mundial.

Só aqui no Brasil mesmo que a Psicanálise ainda tem tamanha importância devido a Ditadura, levando pessoas de vanguarda parecer cordeirinhos a superinflacioná-la. O fato é que com o advento do LSD as portas da percepção se abriram e as metades forma reveladas, no entanto como todos os segredos guardados a sete chaves, todos o admiraram, alguns o imitaram, mas poucos o entenderam. Dos poucos que entenderam viraram peças para que gerações vindouras pudessem perpetuar as portas da percepção e a criatividade fluísse para a beleza da natureza. Porém não estávamos preparados para uma epidemia mundial que acabou por enfraquecer as cabeças do mundo ao colocar o medo em seus corações através de uma transmissão global lacaniana que infectou o inconsciente da humanidade com sua bélica linguagem psicanalítica imagética propagada pelas antenas de TV.


Os “satélites do ódio” mantem as suas frequências a devastar o mundo num apocalipse sublime cuja transparência o mal coexiste. Vemos zumbis por toda parte a produzir/consumir carne em putrefação como reflexo de uma arte morta – escatologia global é a palavra de ordem parecendo que o mundo deve acabar porque poucos suportam a percepção do infinito existencial.


Dizem que o bom e velho rock’n’roll morreu, mas o que morreu mesmo foi a capacidade de viver a vida em outra transmissão que tem as partes como concepção de um todo. Uma transmissão pirata que cura as fracas cabeças com a eliminação do medo nos corações através do amor contido nas partes. Uma verdadeira afrodisia na percepção do perfume das flores, na sua geometria e psicodelia a nos dizer que a morte não existe.

Nenhum comentário: