segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

TRANSMISSÃO PIRATA/SATÉLITE DO AMOR

Há muito se tem feito filmes acerca de uma epidemia mundial que transforma a população do mundo todo em zumbis. Enquanto à maioria dos filmes do gênero propagam um vírus letal como pista falsa que contagia toda a humanidade em questões de segundos, recentemente alguns desses filmes (Dário dos Mortos) começaram a relacionar esse fenômeno à alienação da massa populacional através da linguagem das imagens das antenas de TV.

O mais recente (Antissocial, 2013) aborda as “redes sociais” como ponto de contágio revelando a virtualidade viral desse fenômeno de massa chamado Zumbi. A protagonista Alice da franquia “Residente Evil” não se contamina simplesmente porque conseguiu imunidade às informações subliminares advindas da linguagem das imagens de TV, sendo então o protótipo principal da corporação Umbrella para chegarem a uma cura livrando eles mesmo da contaminação. 

Não é por acaso que Gerry Lane (Brad Pitt) de "Guerra Mundial Z" se infiltra como um Jornalista a pedido da ONU para investigar a causa do contágio viral que está a devastar o mundo. O vírus existe, mas ele é virtualmente propagado pelos noticiários de TV e suas reportagens cujo Jornalista é apenas mais um condutor apocalíptico a migrar o vírus pelos continentes através das informações via satélite.

Estaria Lou Reed a criticar as redes de comunicação na sua canção "Satélite do Amor" como transmissão pirata numa linha de fuga aos "satélites do ódio" da informação midiática que propaga a destruição mundial como contágio viral?

De certo é que vivemos num mundo globalizado onde as (des)informações circulam em velocidade máxima a contaminar toda a população com sua linguagem imagética propagadas pelas antenas de TV, com objetivo de manter o poder do mundo nas mãos de uma única nação que domine os meios de contaminação.

Para essa epidemia não existe cura e estamos todos infectados há não ser que você seja imune as tais (des)informações ou consiga viver sem elas se desconectando das suas transmissões através de um “corpo sem órgãos”. 

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