terça-feira, 31 de março de 2015

MAPA_MENTAL_DE_CRIAÇÃO_DO_"CORPO_SEM_ÓRGÃOS"

Ano-Zero: Rostidade. É preciso fazer as relações, traçar os mapas. Vamos partir do conceito de “fractal” ou “dobra” investigado pelo Deleuze. Descobrimos então que a realidade é constituída de pedaços geométricos que numa determinada dimensão tornam-se objetos reais, se materializam. Podemos relacionar então os tais “pedaços geométricos” como se fossem cristais a refletir a realidade como um grande espelho. Dai a importância do outro como reflexo e constituição do desejo, constituição da realidade onde tudo é desejo, tudo é amor. Por isso o “delírio” dos povos e das raças como sanidade e não loucura.

Pois bem, a nossa constituição metafísica ira se realizar a partir dos “recortes” que daremos nos primeiros objetos que nos tocam. Esse primeiro objeto é a mãe que ira implantar um “rosto” no seu bebê a partir do seu próprio. Daí em diante o bebê ira fazer “recortes” daquilo que ver, ouve e sente no corpo. Os “recortes” seriam então “impressões cerebrais” do ambiente que nos cerca. Seu desenvolvimento estaria na troca de informação dessas “impressões” como “peças” que compõem a “teia” do caráter cujo “encaixes aleatórios” caracterizará a “diferença”. Ninguém é igual a ninguém, mas o processo de desenvolvimento do caráter é igual pra todo mundo, ele é “esquizo”! Vemos os esquizofrênicos enfermos pirarem na construção dos seus mapas, das suas cartografias, tentando decifrar o desejo e fracassarem. A enfermidade esquizofrênica se daria justamente no fracasso de dá sentido a realidade múltipla e infinita dentro de um indivíduo, um sujeito - - Uno/Todo.

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