domingo, 6 de março de 2016

FOTOGRAFIA_HOLOTRÓPICA (o conceito)

 IntroduçãoA fotografia é um campo vasto de percepção da realidade. Para alguns é a eternização do tempo na imagem dos entes queridos fotografados, para outros é a ausência de tempo e espaço na captura do instante fotografado. De certo a fotografia é uma técnica de manipulação da realidade inserindo um sentido as coisas que nos cercam através da “mágica” de congelar e eternizar momentos que nos definem como seres humanos tais como nossos aniversários, casamento, filhos, etc.

Mas em algum instante ela parece abrir uma fenda no tempo e aquilo que parecia ser realidade se perde no tempo ou na ausência de tempo, como é o caso das suas deformações causadas pela possibilidade de “abertura” e “velocidade” de entrada de “luz” na imagem capturada. Eis então o mistério da fotografia revelado na arte e sua busca pela “verdade” oculta da natureza nas lentes de um instrumento que imita nossos olhos.

A “Fotografia Holotrópica” consiste em brincar com o tempo na imagem fotografada criando as mais variadas “deformações” nas imagens como nos “salão de espelhos” dos antigos parques de diversão, imagens essas cientificamente chamadas de “Anamorfoses Cronotópicas”. Tais projeções nos possibilitam exercitar a imaginação e nos indagar a respeito se a realidade é realmente constituída do que vemos ou supomos ver.

Dessa forma podemos despertar a criatividade das pessoas através das imagens expressas na “Fotografia Holotrópica”, desenvolvendo uma percepção ocular simétrica da realidade cuja imagem fotografada desloca o “ego” do seu “tempo” e “espaço” habitual fazendo com que o “observador” torna-se o “observado”. 

A “Fotografia Holotrópica” se apresenta como “dobras” da realidade que resulta em imagens projetivas do inconsciente da pessoa que experimenta o processo criativo dessa técnica tal qual às lâminas do médico psiquiatra Hermann Rorschach, possibilitando um campo infinito de percepção da imaginação e do “ego” ao trabalhar união dos hemisférios cerebrais.

ObjetivosEstimular a percepção do campo visual através da imaginação, conectando os olhos aos respectivos hemisférios cerebrais. / Educar os olhos a enxergarem a realidade virtualmente através do que está fora, ampliando a capacidade de enxergar a si próprio e o outro que nos observa.

MetodologiaConstrução de um grupo com no mínimo 03 e no máximo 05 participantes, portando qualquer tipo de dispositivo móvel que fotografe.

Procedimento:
- Introdução sobre física ótica, espelho, fotografia, tempo e espaço.
- Tempo de uma hora para os participantes saírem (pelos arredores da instituição) para capturar a imagem particular de cada um que será “espelhada” no computador através do programa de computação gráfica.
- Mais uma hora para montar as cinco (05) imagens.
- Projeção e socialização com o grupo das imagens montadas.

Ferramentas: Uma sala com cinco (05) cadeiras e um projetor.

Duração: 4:00h.

Bibliografia:
ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual: uma psicologia da visão criadora. Câmara Brasileira do Livro, São Paulo, Brasil, 2005.
BENTOV, Itzhak. À Espreita do Pêndulo Cósmico: a mecânica da consciência. Cultrix/Pensamento, São Paulo, Brasil, 1988.
COUCHOT, Edmond. Da representação à simulação: evolução das técnicas e das artes da figuração. In PARENTE, André (org.). Imagem Máquina – a era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro, Ed.: 34: 1993.
GROF, Stanislav. A Aventura da Autodescoberta. São Paulo, Ed.: Summus: 1988.
GROF, Stanislav. BENNET, Hal Zina. A Mente Holotrópica. São Paulo, Ed.: Rocco: 1999.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio Janeiro, Ed.: 34: 1993. 
MACHADO, Arlindo. Anamorfoses Cronotópicas ou a Quarta Dimensão da Imagem. In PARENTE, André (org.). Imagem Máquina – a era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro, Ed.: 34: 1993.
ORMEZZANO, Graciela. Sobre a Imagem Visual e o Imaginário. In ORMEZZANO, Graciela (org.). Questões de Arteterapia. Passo Fundo, Ed.: UPF: 1993.
WERTHEIMER, Michael. 13 - A Psicologia da Gestalt / Pequena História da Psicologia. São Paulo, Ed.: Companhia Editora Nacional: 1977.
YOZO, Ronaldo. 100 Jogos para Grupos – uma abordagem psicodramática para empresas, escolas e clínicas. São Paulo, Ed.: Ágora: 1996.

VAZ, Cicero. O Rorschach - Teoria e Desempenho. São Paulo. Ed.: Manole: 1999.

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