terça-feira, 26 de abril de 2016

PHILOSOPHORUM

Durante minha adolescência fiquei fascinado quando vi a primeira revista de surf numa banca. Comprei e quando vi aquelas ondas e os surfistas sobre elas e até mesmo dentro delas, decidi que era aquilo que iria praticar. Surfei dos 14 aos 24 anos quando parei para estudar Psicologia. Mas antes havia me acontecido algo extraordinário. No auge do meu conflito sexual adolescente arrisquei tudo pra saber a verdade sobre o certo e o errado na conduta moral de um homem e me foi revelado a Androginia: somos masculinos e femininos. O “dois” que se torna "um". Então ser heterossexual ou homossexual se tornou um detalhe para se chegar à Androginia e o conflito de gênero havia chegado ao fim. Há tantas coisas no universo que ser “assim” ou “assado” é tão pequeno diante do amor que existe.  Essa percepção "una" da vida me conectou com o infinito cósmico tornando-me uma pessoa transpessoal havendo uma semelhança tão grande com a sensação de está em cima de uma prancha que assimilei a experiência sem medo algum, tornando-a bem sucedida. O mundo e seus mistérios revelados numa cosmologia do homem primordial – o Adão. Foi quando resolvi estudar Psicologia e logo de inicio encontrei “HE – A Chave do Entendimento da Psicologia Masculina” de Robert A. Johnson. E estava tudo lá: Parcifal, o “castelo celeste” e sua amante.... Estava lá minha jornada ao entendimento da psicologia masculina e era uma abordagem junguiana da Psicologia. Logo fui estudar Jung e de cara encontrei “Ab-reação, Análise dos Sonhos e Transferência”, onde ele analisa 10 figuras alquímicas de união com o cosmo e é claro que me identifiquei novamente com a experiência. Mas depois veio a Psicanálise como abordagem “superior” instaurada na base da nossa sociedade e então o conflito se fez presente como ela gosta de impor fazendo-me ficar no seu encalço. 

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