sexta-feira, 10 de junho de 2016

O FIM DA METAPSICOLOGIA

Gosto do Freud pesquisador e inteligente, mas minha análise é de uma perspectiva mais global. Olhando com a luneta do Ciclotron vejo a fundamentação teórica da Psicanálise como "metafísica" e não "empirista". Tínhamos acabado de sair das "garras" da "metafísica" propagada às mentes através do cristianismo durante a idade média até o Sol brilhar novamente com o Iluminismo e a Renascença. Avançamos cientificamente com a "filosofia empírica" e as ciências naturais com a "fisiologia" tentando entender a mente humana pra daí surgir a "psicologia" como ciência, aí vem Freud e resgata a "metafísica" em sua teoria através das "pulsões sexuais". Entendam que essa questão da sexualidade e suas "pulsões/desejos" foram utilizadas pela metafísica platônica na idade média para controlar e dominar culturas com a Inquisição espalhando o “terror” por onde passava. Nietzsche bem sabe disso. Daí o "Iluminismo" pós "idade média" com o fim da "metafísica" e o surgimento da "ciência". Então Freud resgata esse tema da "sexualidade", ou seja, ele resgata a "metafísica" e introduz o "conceito" através do método "filosófico empirista" sobre o tema que ninguém nunca tinha feito dando um caráter "científico" a sua “metafísica”. Por isso que a Psicanálise não é uma "metafísica" propriamente dita, mas uma "metapsicologia" que acaba dando no mesmo. Metapsicologia é Metafísica aplicada por um método científico como modelo clínico. Freud não era nenhum inocente que não sabia o que estava fazendo quando resolve resgatar um poder como esse já vivido no passado. Imagina esse poder numa sociedade moderna, industrial e bélica? Com o poder da "metapsicologia" em mãos tinha que surgir algo como o Nazismo, era inevitável. 
Nossa sexualidade é universal então não foi difícil para Freud encontrar elementos que se encaixassem perfeitamente em sua construção teórica de forma a trazer credibilidade científica. Mas a "ciência" da época já estava vacinada contra a "metafísica" e logo a Psicanálise foi desacreditada e vista como não científica. Mas Freud acreditou na sua força enquanto controle e dominação de raças, tanto é que sabemos da sua célebre frase ao chegar nos EUA - "Eles não sabem que trago a 'peste'.". Que "peste" é essa? A "metafísica" agora transformada em "metapsicologia" que iria colocar todo o século XX nas trevas com o controle mental em massa através de novas tecnologias de comunicação. E foi o que aconteceu. Em “Moises e o Monoteísmo” ele afirma ser o novo messias que iria conduzir o “povo judeu” de volta a Israel (Jacob Pinheiro). E de fato vimos o povo judeu ganhar direito sobre Israel depois da 2º guerra e que se transformou em “Terrorismo” nos dias atuais. Mas o fato curioso é que tudo isso advém da “metafísica”, por isso chamam de “Guerra Santa” – em nome do controle e poder sobre os corpos das massas através da mente. Sem dúvida alguma o século XX foi o século metapsicológico por excelência dando origem a uma Matrix. 

A origem da “psicologia experimental” parte do corpo para se chegar à mente enquanto a “metapsicologia” parte da mente para controlar o corpo – daí o conceito de “couraças” em Reich e a respiração como forma de quebrá-las e libertar a mente. Liberar o “fluxo orgástico” para libertar a mente da “metapsicologia”, libertando-nos das representações nuclear da família que nos prendem mentalmente através da culpa de um incesto “metapsicológico”. Com a “função do orgasmo” atingimos o amor onde todos somos irmãos e o “incesto” não mais existe como representação mental de uma origem perdida lá em “Totem e Tabu”, mas onde o corpo se encontra agora – no presente – e suas leis sociais. É o fim da Metafísica.

Nesse sentido não vejo as “couraças” como estrutura. Até vejo, mas como estrutura da “família nuclear” e sua forma de manter a “tradição”, de manter as “couraças”. É quando você questiona os nossos sobrenomes. Eles são “couraças” por isso a dificuldade de deixa-los pra trás. Por isso que você ver Reich partindo sempre de Freud até chegar na “superposição cósmica” e deixar de uma vez por todas a “metapsicologia”.

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