quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

MANIFESTO_CICLOTRON

Existe uma linha muito tênue entre imaginação e realidade bastante discutida por filósofos que passa ao conhecimento de todos a partir da mudança de paradigma da “Física Clássica” para a “Física Quântica” abrindo as fronteiras do possível. Trataram logo de vigiar “tais fronteiras” para que as pessoas “comuns”, sem instrução, não pudessem transitá-la e extrair daí percepções aguçadas sobre a realidade entre humanos e máquinas.  O final do século XIX é marcado por descobertas em todas as áreas no campo das possibilidades da interferência do pensamento sobre a matéria, agora que ela virou onda e deixou de ser apenas partícula sólida, o impossível se torna realidade através de um “Realismo Fantástico”. Freud trata logo de criar a teoria que iria vigiar as “fronteiras do possível” e chama Jung para ser seu braço direito que nega e cria uma psicologia do “inconsciente coletivo” carregada de simbolismos alquímicos como abertura das fronteiras psíquicas das possibilidades. O século XX será então marcado por essa “vigilância & punição” das “fronteiras do possível” tendo a Psicanálise à frente em todos os campos de conhecimento. O que está em jogo nessa fronteira é a relação entre humanos e máquinas e a nossa entrada no “Realismo Fantástico” como “possibilidades” através do Cinema e depois da TV. Nesse contexto surge então direto dos “perigos e prazeres da confusão de fronteiras” do “Realismo Fantástico” um Ciclotron disposto a se manifestar contra seus vigilantes abrindo caminho para novas possibilidades, novos olhares sobre a matéria e transformação sobre o que se deteriorou. No caso o que se deteriorou foi a Psicologia que ficou a sombra da Psicanálise durante 100 anos, lacrando-a para que não pudesse ver o sol. Mas no seu tempo o sol começa a entrar pelas ataduras e a Psicologia parece ressurgir no Brasil como uma fênix no resgate do seu experimentalismo estético que amplia a visão transformando a matéria através dos símbolos e suas configurações geométricas. Ciclotron é a arte de enxergar a ciência que decodifica o caleidoscópio social. Espécie de subjetividade fundida e fabricada pelas engrenagens das máquinas da modernidade. Leitura eletrônica do mito Cíclope como alternativa ótica para transformar os espaços sociais através da visão.

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