sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

PERCEPÇÃO DO MUNDO

O mundo em que vivemos é do diabo, onde deus é apenas a nossa consciência que permite ver esse mundo. É um mundo de sombras e dúvidas eternas. Não é fácil viver nesse mundo. É preciso coragem para iluminar as sombras e ver nossa verdadeira natureza, acabando de vez com nossas dúvidas. A certeza de que um dia essa vida acaba. Eis nossa maior alegria: a saída do mundo das sombras! Mas é preciso não temer a morte. A ilusão de que esse mundo é real e que não existe nenhum outro é a armadilha do diabo. Temos o livre arbítrio de vivermos ou não esse mundo. No entanto dentro dessa ilusão tocamos em uma realidade completamente mágica, cheia de cores e emoções. Não devemos temer aquilo que nos pertence. Somos filhos do diabo também. Aquele que deu forma ao corpo do cosmo para as sombras. O diabo é apaixonado por deus e nesse sentido nos moldou no seu próprio mundo. Vive nos manipulando quando nos vende a ilusão de que essa é a nossa única existência, essa é a nossa única realidade possível. Quando nos engana a respeito da morte como uma condenação que será julgada... Por quem? Deus, o seu grande amor. No fundo o diabo quer ser deus através da nossa carne. É preciso não temer o diabo. Dar-lhe essa oportunidade de ser deus através de nós. Fazer o tão conhecido pacto com o diabo, como forma de ser deus no mundo das sombras e realizar a sua grande obra. Mas cuidado, pois é exatamente aí onde mora o perigo. O apego ao mundo das sombras e suas projeções, criações, mágicas, possibilidades – ilusionismo. E no exato momento em que o diabo te iludir com uma vida eterna de projeções, engana-o aceitando a morte. A procriação é uma das ilusões de vida eterna nas sombras. Quem, por ventura, desejaria viver eternamente nas sombras? Quem, por ventura, traria a luz para as sombras? É realmente um engano. Mas, de quantas mortes necessitarás para escapar das belas projeções que criasse? Das belas luzes que trouxestes as sombras? Percebe o perigo desse mundo? Acreditar nas projeções como realidades únicas. Pois que o diabo me leve para bem longe daqui. Terei quantas mortes forem necessárias para descansar no fim da minha consciência, das minhas memórias. O doce fim da vida no sentir apenas. Não refletir mais sobre os sentimentos, apenas senti-los. Sentir-se como uma estrela que brilha lá no céu sem a consciência de que um dia irá morrer.

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