domingo, 12 de fevereiro de 2017

SOUND_OF_MY_VOICE


Nunca fomos tão bem cercados por coisas materiais vistas na história, porém tal "segurança" material criou um abismo em relação ao nosso espírito porque sabemos que todos nós iremos morrer um dia. Quanto a isso surge a pergunta que não quer calar: afinal, quando morremos para onde vamos? Daí o "espírito do tempo" pairar em torno do niilismo onde a busca por um conforto também espiritual torna-se uma necessidade visto que o crescimento material é diretamente proporcional ao crescimento populacional. Sendo assim vemos surgir cada vez mais charlatões vendendo um "conforto" espiritual nas figuras parentais destruídas pelo materialismo cujas "seitas" simulam sólidas percepções de pertencermos a uma família espiritual que nunca tivemos em termos materiais. Vemos então a "Constelação Familiar", criada por Bert Hellinger, tornar-se uma espécie de "seita" tomando proporções absurdas entre os psicólogos uma vez que "estreita" o abismo entre matéria e espírito "ressuscitando" os sujeitos das suas covas individuais como zumbis pacíficos que voltaram a ocupar um lugar familiar na sociedade. Quem por ventura ainda quer ser um sujeito diante das infinitas possibilidades da razão?

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