quinta-feira, 2 de março de 2017

DO SILOGISMO DA PSICANÁLISE

Freud foi atacado de sexista com a sua teoria da sexualidade infantil. Logo teve que distinguir sexualidade de sexo. A psicanálise fala de sexualidade e não de sexo propriamente dito, defende-se Freud. Mas o fato é que essa explicação não basta para se defender da acusação sexista da sua teoria. É preciso entender que Freud trabalhou sua teoria para ser aceita no âmbito mundial seguindo o dogma científico chamado positivismo. Mas falta uma peça nesse jogo: onde fica a espiritualidade nisso tudo? O verdadeiro problema se coloca: sexo = sexualidade = espiritualidade. Eis a chave para compreender o mistério. Fala-se de sexualidade numa conotação científica positivista que faz reverberar no ato sexual. Sexualidade e sexo se confundem o tempo todo em nossa sociedade. A máquina social continua a produzir pedofilia advinda dessa confusão de fronteiras. Por mais que os psicanalistas tentem distinguir sexualidade de sexo, eles não conseguem, pois é importante que não saibamos de determinadas coisas. Só os psicanalistas possuem o conhecimento. São sacerdotes iniciados nos mistérios da Cabala. Escravos do saber. Divina analise. Pois bem, no que diz respeito à problemática sexualidade/sexo, temos a solução e vamos revelar em nome de Reich: a sexualidade nos remete a espiritualidade. Como a ciência positivista não aceita a espiritualidade como objeto de estudo, os psicanalistas são obrigados a olharem apenas para baixo – o sexo. A Metapsicologia (espécie de religião científica) tornou-se uma das ciências positivistas fundadoras do século XX, ao lado de Marx e Einstein. Dessa forma temos sua teoria entranhada em nossos corpos desde o começo do século passado. São mais de 100 anos vivendo uma sexualidade sexual. Vivendo trancados dentro de um cinto de castidade. A psicanálise não explica nada só complica. Descaracteriza a sexualidade quando não mostra a outra metade da peça que compõe o jogo. Sem a sexualidade espiritual somos reduzidos a símbolos sexuais. Tornamo-nos objetos de uma sociedade sexista, fetichista, demonista. Freud: príncipe das trevas. Perceber que existe um triângulo pra cima em comunhão com um triângulo pra baixo cuja sexualidade encontra-se no meio, eis nossa vitória. O Sol voltou a brilhar mais uma vez. Do mal, foi queimada a semente. O amor é eterno novamente.

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